Conecte-se conosco

Arte e Turismo

Palácio das Artes exibe exposição “Jequitinhonha: Origem e Gesto”

Não perca! O modo de fazer e o artesanato do Vale do Jequitinhonha, em Cartaz no Palácio das Artes.

Publicado

em

Foto: epougy/ flickr

O Vale do Jequitinhonha, cujo significado da palavra é “rio largo cheio de peixes”, de ancestralidade indígena dos maxacalis, provê uma riqueza cultural, forjada pelo passado de dificuldades, superadas pela resiliência de sua gente, cujas terras, no passado, foram pretensamente garimpadas por portugueses no Brasil colonial. Entretanto, não sabiam eles que as verdadeiras pedras, raras e preciosas, restariam hoje evidenciadas através da simplicidade e singularidade de seu povo, com seus modos de fazer as coisas e sua cultura peculiar.

Terra de artesãos, poetas e cantores como os consagrados Rubinho do Vale, Paulinho Pedra Azul e as ceramistas dona Izabel e Ormecinda, dentre outros, mostra seus preciosos artistas, reavivando a nossa memória sobre suas riquezas, convidando o turista e amante da arte e da cultura popular a visitar a região pelas cidades de Pedra Azul, Jequitinhonha, Almenara, Joaíma, Araçuaí, entre outras.

LEIA TAMBÉM: Praticar turismo para entender arte é uma forma de educar-se

Os apaixonados pela arquitetura colonial, devem também visitar Minas Novas. Com seu majestoso sobradão, rico exemplar da arquitetura colonial, com mais de cinquenta e nove janelas distribuídas por seus quatro andares. E ainda a capelinha de São José, rara edificação de morfologia octogonal.

Voltando à arte popular, para o inveterado colecionador, vale lembrar que as “Noivas” da saudosa Dona Izabel, compõe hoje acervos de grandes colecionadores e são negociadas, no mercado de arte, por um preço bastante significativo.

Exposição Jequitinhonha: Origem e Gesto

Para o turista que está na capital mineira, fica um especial convite para visitar a exposição “Jequitinhonha: Origem e Gesto” que está em exibição no Palácio das Artes até 08/10/2023.

“Jequitinhonha: Origem e Gesto”, tem a curadoria de Marco Paulo Rolla e traz a uma exposição panorâmica, remontando os elementos da arquitetura vernacular, das casas em pau a pique e o trabalho com o barro, retirados dos barrancos, com seus tons terrosos, exprimidos nas ranhuras e texturas das paredes.

LEIA TAMBÉM: Egito: muito além das pirâmides

A exposição conta com 100 obras históricas dos principais artistas e artesãos da região do Vale do Jequitinhonha provenientes do Centro de Arte Popular, da colecionadora Priscila Freire e do Sebrae/MG e ainda criações atuais inéditas feitas para a ocasião. 

Para saber mais confira aqui sobre a programação no Palácio das Artes.

Desejo a vocês, uma excelente exposição.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.